
Estreando
minhas resenhas, vamos falar de coisa boa! ( e não é da tecpix, rsrs ) Vamos
falar sobre Stieg Larsson e a foderosa trilogia Millennium. Para começar, tenho
que dizer que meu coração dói por saber que Larsson é um escritor tão fodástico
e não pôde ver seus livros publicados e fazendo um tremendo sucesso mundo
afora. É realmente uma pena inestimável para a literatura que ele tenha
falecido tão precocemente. Gostaria de poder ler mais coisas que ele tivesse
escrito.
Mas enfim, nem só de lamentos viveremos.
A primeira coisa que tenho que dizer é que Os homens que não amavam as mulheres
é um romance policial violento. Tudo é jogado na sua cara nu e cru, sem uma
daquelas falsas tentativas de amenizar um fato chocante. Então se você tem o estômago
fraco, problemas de coração e intolerância a cenas cruéis, não leia esse livro
(hehe).
Mas se você acha que está tudo bem, siga em frente.
Henrik Vanger recebe todos os anos uma flor emoldurada, mas não há um endereço
que possa identificar. Esse era o presente que sua sobrinha Harriet lhe dava
antes de desaparecer misteriosamente, ou ser morta. Henrik acredita que sua
herdeira foi assassinada décadas atrás e pior, por um membro de sua família.
Para fazer uma última investigação sobre o caso, Henrik contrata Mikael
Blomkvist. Este, é o renomado jornalista e sócio da revista Millennium.
Recentemente condenado por difamação por um grande empresário, ele decide se
afastar da Millennium. E é aí Blomkvist é convidado a trabalhar
"disfaçado" no caso de Harriet. Henrik propõe que ele escreva sua
biografia, dessa maneira, Mikael poderá investigar os membros da família, o
passado e a história dos Vanger sem levantar maiores suspeitas. Mas nem todos
estão satisfeitos com isso...
Lisbeth
parece ser uma típica garota-problema: visual punk, introvertida,
introspectiva, sem amigos e, além disso, está sob tutela do Estado. Porém, ela
é muito mais que isso. Lisbeth é uma jovem investigadora e uma hacker
fodástica. Não há nada que ela não possa descobrir sobre a vida de alguém, e
não há um computador que ela não possa invadir. Paralelo a isso,
Lisbeth vem enfrentando problemas inimagináveis com seu novo tutor.
E bem, mais
para frente, Mikael se une a Lisbeth no caso Harriet, e juntos descobrem que há
muito mais sujeitas debaixo do tapete dos Vanger do que eles poderiam imaginar. As coisas começam a ficar perigosas. Pistas e mais pistas vão
surgindo, e eles desembocam em uma série de assassinatos de mulheres que vem
acontecendo por décadas na Suécia. Mas o que esperar de um assassino que usa
citações bíblicas para assinar seus crimes? Como encontrá-lo, se ele não deixa
uma pista se quer? Espere encontrar tudo isso e muito mais em Millennium: Os
homens que não amavam as mulheres.
Particularmente,
e não só esse primeiro livro, como as sequências, são meus prediletos. A
história é densa, misteriosa e visceral. Stieg Larsson não tem medo de expor
fatos chocantes. Ele chuta o pau da barraca e é isso mesmo. É violento? É. É
meio sádico? É. Mas não deixa de ser uma obra genial. Eu digo, e assino embaixo
( com minha grafia personalizada, rsrs ): LEIA! Você não vai conseguir parar de
virar as páginas.
Ahh, e antes
de terminar, vou falar um pouco do filme ( ou dos filmes ). Como a trilogia
Millennium é de um escritor sueco, nada mais justo de ganhar uma trilogia de
filmes sueca, haha! Porém, não posso falar muito coisa, porque ainda não tive a
oportunidade de ver tais filmes. Assisti a versão americana, e tenho que confessar: É excelente!
O filme foi
dirigido por David Fincher e estreou por aqui no início de 2012. Não me
decepcionei em nada, a trama segue bem fiel ao livro e os atores escolhidos
fizeram muito bem seus papéis. Destaque para Daniel Craig, o 007 moderno, no
papel de Mikael Blomkvist e para Rooney Mara, como Lisbeth Salander. ( Preciso
dizer que a Rooney encarnou a Lisbeth de forma primorosa. Eu consegui sentir
que ela era a Lisbeth de corpo e alma. E é claro que o Daniel também fez um
excelente trabalho como Mikael também!).
Assim como o livro, o filme é bem
violento, então nada de assistir isso perto da vovó!
Outra coisa
que vale destacar no filme é a abertura. E que abertura! Primeiro, que é uma
versão mais pesada de Immigrant Song do Led Zeppelin feita pelo Trent Reznor
com a vocalista do Yeah Yeah Yeahs. Segundo, eu não tenho palavras
para descrever o trabalho gráfico feito ali. Parece ser doce e ao mesmo tempo
hardcore, humano e ao mesmo tempo máquina. Sério, não dá pra falar, clique aqui para ver com seus próprios olhos.
Vale muito a pena ver o filme e ler o livro. Eu super indico!
Ficha Técnica:
Título: Millennium 1 - Os homens que não amavam as mulheres
Editora: Companhia da Letras
Autor: Stieg Larsson
Páginas: 521
Ano: 2010