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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Resenha: A rainha do castelo de ar - Stieg Larsson












Título: A rainha do castelo de ar
Autor: Stieg Larsson
Editora: Companhia da Letras
Ano: 2010
Páginas: 688







Ahh, esse livro, eu devo dizer, me tirou o ar. Vamos começar?

Notavelmente, Lisbeth enfrentou seu pai, o espião russo dissidente Zalachenko em uma briga fodástica no livro anterior. Devo dizer que quase engasguei quando ela cravou um machado na cara do pai. Mas nossa querida mocinha não saiu bem dessa história. 

Lisbeth levou três tiros de Zala, um no quadril, um no ombro e uma bala que a acertou em cheio no cérebro. E só pra melhorar as coisas, seu recém-descoberto irmão, Ronald, a enterrou viva.

Bem, agora ela está internada em um hospital se recuperando - incrivelmente o tiro que levou no cérebro não atingiu nenhuma parte “importante”. Enquanto isso, o procurador Ekstrom se une ao psiquiatra que declarou Lisbeth incapaz, o Dr. Teleborian, para condená-la, ou pelo menos trancá-la em um hospital psiquiátrico de novo.

E aí vocês devem se perguntar, e o Mikael? Bom, ele está furioso. Também pudera, depois de tudo que ele descobriu... Ele sabe que Lisbeth é inocente, mas parece que o mundo inteiro quer provar que ela é uma louca psicopata, culpada por uma série de crimes que não cometeu. Mas mesmo sabendo o quão difícil será provar a inocência de Lisbeth, Mikael não desiste e continua com sua investigação paralela.

Entram em cena novos investigadores buscando solucionar o caso Zalachenko de uma vez por todas. E dentro da Sapo surge uma pequena organização, formada por antigos membros aposentados ( e praticamente a beira do morte ) com o intuito de acabar com Lisbeth custe o que custar. Se eu não acreditava em teoria da conspiração antes disso, passei a acreditar, hehe! 

Ahh! Tem tantas outras coisas legais para falar sobre esse livro, que se eu dissesse minha resenha viraria um baita de um spoiler ambulante, haha! Então o que você precisa fazer é ler esse livro incrível e fodástico para descobrir o desenrolar dessa história maravilhosamente estruturada e escrita por Stieg Larsson.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Resenha: A menina que brincava com fogo - Stieg Larsson









Título: A menina que brincava com fogo
Autor: Stieg Larsson
Editora: Companhia da Letras
Ano: 2010
Páginas: 608






Lisbeth Salander sofreu abusos de autoridades desde a infância, quando aos 12 anos foi internada em uma clínica psiquiátrica e usada como cobaia em determinados testes de seu médico. Aos 18 anos foi declarada incapaz e desde então vive sob tutela do Estado. Ela poderia ter se tornado frágil, assim como sua aparência deixa transparecer, mas não. Ela é uma mulher forte, audaciosa e determinada, que vive sob suas próprias regras, já que não pode confiar nas autoridades. E além de uma hacker talentosa, ela também é uma boa pugilista.
Porém, Lisbeth está bem encrencada agora. Seu novo tutor, o Dr. Nils Bjurman foi assassinado. Na mesma noite a policial Mia Bergsson e o escritor e colaborador da Millenium, Dag Svensson, que estavam fazendo pesquisas bombásticas e reveladoras sobre o comércio sexual na Suécia e o tráfico de mulheres, também são assassinados. A arma, um Colt 45 Magnum, é a mesma em todos os crimes, e nela são encontradas as digitais de Lisbeth. Procurada pela polícia, difamada pela mídia, nossa protagonista desaparece sem deixar vestígios, com o intuito de provar sua inocência e fazer justiça.
Mikael Blomkvist sabe que Lisbeth é inocente e entra numa busca alucinada para encontrá-la antes do Estado e provar que ela não é culpada por nenhum dos três homicídios.
Em A menina que brincava com fogo você irá conhecer o passado complexo de Lisbeth, sua pobre mãe e seu pai, um espião russo dissidente. Além de penetrar no seio de uma investigação de assassinatos, no funcionamento da polícia e da DGPN/Sapo.

Esse é um livro policial de dar inveja, misterioso, envolvente, intrigante e impossível de ficar fora da sua coleção!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

"7º Café com Poesia, com Alexandre Barbosa".



                                              

A Companhia Das Letras realiza neste mês o 7° Café Com Poesia. Desta vez o escolhido foi Alexandre Barbosa, autor do Livro de Poemas, Viagem a Cuba, XXX, Azul Escuro e do infanto-juvenil Autobiografia de um super-herói.  




                                                    



Data: 30 de novembro de 2013
Horário: 10h30 às 12h
Local: Loja Da Companhia das letras por Livraria Cultura (Conjunto Nacional)
Inscrições gratuitas 
Vagas: 20

Inscrições e mais informações: 
cursos@companhiadasletras.com.br
www.companhiadasletras/cursos



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Resenha de Millennium 1 - Os homens que não amavam as mulheres, Stieg Larsson




Estreando minhas resenhas, vamos falar de coisa boa! ( e não é da tecpix, rsrs ) Vamos falar sobre Stieg Larsson e a foderosa trilogia Millennium. Para começar, tenho que dizer que meu coração dói por saber que Larsson é um escritor tão fodástico e não pôde ver seus livros publicados e fazendo um tremendo sucesso mundo afora. É realmente uma pena inestimável para a literatura que ele tenha falecido tão precocemente. Gostaria de poder ler mais coisas que ele tivesse escrito. 

Mas enfim, nem só de lamentos viveremos.
A primeira coisa que tenho que dizer é que Os homens que não amavam as mulheres é um romance policial violento. Tudo é jogado na sua cara nu e cru, sem uma daquelas falsas tentativas de amenizar um fato chocante. Então se você tem o estômago fraco, problemas de coração e intolerância a cenas cruéis, não leia esse livro (hehe).
Mas se você acha que está tudo bem, siga em frente.

Henrik Vanger recebe todos os anos uma flor emoldurada, mas não há um endereço que possa identificar. Esse era o presente que sua sobrinha Harriet lhe dava antes de desaparecer misteriosamente, ou ser morta. Henrik acredita que sua herdeira foi assassinada décadas atrás e pior, por um membro de sua família. Para fazer uma última investigação sobre o caso, Henrik contrata Mikael Blomkvist. Este, é o renomado jornalista e sócio da revista Millennium. Recentemente condenado por difamação por um grande empresário, ele decide se afastar da Millennium. E é aí Blomkvist é convidado a trabalhar "disfaçado" no caso de Harriet. Henrik propõe que ele escreva sua biografia, dessa maneira, Mikael poderá investigar os membros da família, o passado e a história dos Vanger sem levantar maiores suspeitas. Mas nem todos estão satisfeitos com isso...

Lisbeth parece ser uma típica garota-problema: visual punk, introvertida, introspectiva, sem amigos e, além disso, está sob tutela do Estado. Porém, ela é muito mais que isso. Lisbeth é uma jovem investigadora e uma hacker fodástica. Não há nada que ela não possa descobrir sobre a vida de alguém, e não há um computador que ela não possa invadir. Paralelo a isso, Lisbeth vem enfrentando problemas inimagináveis com seu novo tutor. 

E bem, mais para frente, Mikael se une a Lisbeth no caso Harriet, e juntos descobrem que há muito mais sujeitas debaixo do tapete dos Vanger do que eles poderiam imaginar. As coisas começam a ficar perigosas. Pistas e mais pistas vão surgindo, e eles desembocam em uma série de assassinatos de mulheres que vem acontecendo por décadas na Suécia. Mas o que esperar de um assassino que usa citações bíblicas para assinar seus crimes? Como encontrá-lo, se ele não deixa uma pista se quer? Espere encontrar tudo isso e muito mais em Millennium: Os homens que não amavam as mulheres.

Particularmente, e não só esse primeiro livro, como as sequências, são meus prediletos. A história é densa, misteriosa e visceral. Stieg Larsson não tem medo de expor fatos chocantes. Ele chuta o pau da barraca e é isso mesmo. É violento? É. É meio sádico? É. Mas não deixa de ser uma obra genial. Eu digo, e assino embaixo ( com minha grafia personalizada, rsrs ): LEIA! Você não vai conseguir parar de virar as páginas.






Ahh, e antes de terminar, vou falar um pouco do filme ( ou dos filmes ). Como a trilogia Millennium é de um escritor sueco, nada mais justo de ganhar uma trilogia de filmes sueca, haha! Porém, não posso falar muito coisa, porque ainda não tive a oportunidade de ver tais filmes. Assisti a versão americana, e tenho que confessar: É excelente!

O filme foi dirigido por David Fincher e estreou por aqui no início de 2012. Não me decepcionei em nada, a trama segue bem fiel ao livro e os atores escolhidos fizeram muito bem seus papéis. Destaque para Daniel Craig, o 007 moderno, no papel de Mikael Blomkvist e para Rooney Mara, como Lisbeth Salander. ( Preciso dizer que a Rooney encarnou a Lisbeth de forma primorosa. Eu consegui sentir que ela era a Lisbeth de corpo e alma. E é claro que o Daniel também fez um excelente trabalho como Mikael também!).

Assim como o livro, o filme é bem violento, então nada de assistir isso perto da vovó!

Outra coisa que vale destacar no filme é a abertura. E que abertura! Primeiro, que é uma versão mais pesada de Immigrant Song do Led Zeppelin feita pelo Trent Reznor com a vocalista do Yeah Yeah Yeahs. Segundo, eu não tenho palavras para descrever o trabalho gráfico feito ali. Parece ser doce e ao mesmo tempo hardcore, humano e ao mesmo tempo máquina. Sério, não dá pra falar, clique aqui para ver com seus próprios olhos. 

Vale muito a pena ver o filme e ler o livro. Eu super indico!

Ficha Técnica:

Título: Millennium 1 - Os homens que não amavam as mulheres
Editora: Companhia da Letras

Autor: Stieg Larsson
Páginas: 521

Ano: 2010